O espelho. O espelho reflecte a minha imagem, uma figura que por vezes não reconheço. Não tenho uma explicação ou um vulgar significado que demonstre a frustração de não me conhecer, de não saber quem sou.
Ao espelho, observo fragmentos de uma vida passada que julguei alegre, uma vida que julguei ter esperança por algo melhor, por um futuro coeso e responsável, mas vejo-me numa pura melancolia que não sei o porque e o porque não.
Não posso… Não posso descrever algo que não conheço, algo que eu considero insignificante e que não tem sentido.
Sou, simplesmente, mais uma pessoa no meio de milhões, uma rapariga vulgar, sem aspirações, sem motivação. Uma rapariga, que um dia se julgou com força para vencer, para vingar na vida e que agora, simplesmente, é um fracasso.
Talvez sejam os sonhos que diferenciem as pessoas, mas tudo o que tenho é pesadelos, pesadelos esses que não sei distinguir se são reais ou pura imaginação, pois sei, que após varias horas, adormeço, caio no vazio da solidão e sonho. Sonho com o que não sei diferenciar, fantasias que me puxam com elas para um mundo que não existe e não me deixa acordar, mas, o certo é que eu não sei se quero acordar, porque a realidade deixa uma marca que magoa e é uma ferida incurável numa vida, por isso, não sei se os sonhos não me deixam acordar ou se sou eu própria que quero lá ficar presa e não sair, pois sei que é algo que eu idealizei e que ai não posso falhar. Mas, no entanto, toca o despertador e vejo-me mais uma vez obrigada a olhar para um espelho onde vejo a tal imagem de não sei quem.
Ao espelho não sou mais do que um simples reflexo vazio, não sou ninguém.
Nota: Este texto foi escrito para a disciplina de Português!
1 comentários:
Gostei tanto :$
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